Anvisa libera importação de remédios para câncer em meio à crise de produção no Brasil

Ipen precisa de R$ 59 milhões para garantir radiofármacos de tratamentos até o fim do ano no País



A Anvisa autorizou, nesta quarta-feira (29), a importação temporária de medicamentos usados em exames e tratamentos contra o câncer. A produção no Brasil foi paralisada por falta de verbas e pacientes já são afetados.


Juliana teve câncer de tireoide, tirou o tumor, mas sofreu metástase no pescoço e passou por nova cirurgia. Para concluir o tratamento precisa de iodo radioativo, fabricado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), que parou a produção por falta de verbas do governo federal.


“É um medo, uma angústia, uma incerteza enorme. O que vai ser da minha vida, do meu futuro”, relatou a paciente.


Todo dia no Brasil, 9 mil pacientes precisam de radiofármacos para exames ou tratamentos. A paralisação da produção pelo Ipen já afeta grandes unidades, como o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, um dos maiores do Rio Grande do Sul. Já foram adiadas 35 cintilografias e a terapia com iodo para sete pacientes.


“Esse atendimento é racionalizado dando preferência para pacientes que estão internados e que precisam de uma maior urgência”, diz um médico do local.


Nessa quarta, a Anvisa liberou a importação de radiofármacos em caráter excepcional. Na semana passada, o governo liberou R$ 19 milhões para o Ipen retomar a produção. Nova entregas desses medicamentos devem ser feitas na próxima semana.


A verba liberada é suficiente para a produção dos remédios por mais duas semanas.

O órgão é vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia e responsável por grande parte do fornecimento de medicamentos de radiofármacos utilizados no país.


Fonte: Band

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